Uniforme de Of R/2

Histórico:

 

No 8º Encontro Nacional dos Of R/2 do Exército (ENOREx Natal-RN /2006), os participantes de Natal apareceram padronizados com um blazer-verde musgo, camisa branca, gravata preta e calça preta, dizendo que aquele era o ‘3ºA’ deles (analogia ao uniforme 3ºA de Oficial do EB, que é aquele terno verde-oliva, camisa beje e gravata beje). Aquele fato despertou então no Conselho Nacional de Of R2 (CNOR) a ideia de se criar um traje nacional que identificasse o R2 em todo o país. Fizeram assim em 2007 uma reunião no CNOR (situado no Rio de Janeiro-RJ), com todos os presidentes das associações filiadas pelo Brasil, e definiram qual seria o tal uniforme, que, por possuir um blazer verde-musgo, começou a ser chamado popularmente de VERDÃO: blaser verde-musgo, em tecido panamá com insígnias de Armas, Quadro ou Serviços na lapela, distintivo de bolso, camisa branca, gravata preta, calça, cinto, meias e sapatos pretos e boina v.o. com distintivo do CNOR.

 

Então já em 2008, vendo que o VERDÃO esquentava muito em eventos mais informais, menos solenes, principalmente durante o dia, e vendo também que esse uniforme se encaixava apenas quando o traje para os oficiais da ativa era o 3ºA, resolveu o CNOR criar um traje equivalente ao 3ºD dos militares da ativa (aquele da camisa beje manga curta e calça social verde-oliva). Foi sugerido então um traje composto por uma camisa tergal verão, desenho militar sem platinas, na cor verde, tendo os distintivos conforme estabelecido, e mantendo-se as calças, cinto, meias e sapatos pretos e boina com distintivo do CNOR indênticos aos do VERDÃO. Note que ao compararmos esse novo traje ao 3ºD da ativa, vemos que a camisa é verde e não beje, a calça é preta e não v.o. – entre outras várias diferenças de acessórios e distintivos. O alto comando do EB foi então consultado e não se opôs à adoção do novo traje, pronunciando-se da seguinte forma: ‘não há necessidade de nos remeter à apreciação, pois não há semelhança com os uniformes militares que justifique a consulta’. Diante disso, o nosso Conselho Nacional decidiu: vamos adotá-lo como alternativa ao nosso VERDÃO (daí o nome popular de VERDINHO), e autorizou e padronizou o seu uso apenas com as características, peças e acessórios como determinado no site do CNOR, até que numa reunião Plenária de um Encontro Nacional decida-se o que pode ser alterado no traje.

 

Como vemos, toda essa luta, estudo, discussão e definição de ‘uniforme’ pra Of R2 tem origem desde 2006. O VERDÃO (3ºA R2) e o VERDINHO (3ºD R2) já existem há mais de 5 anos, sendo adotados e utilizados já amplamente em todas as Associações de Oficiais R2 pelo Brasil.
Cabe observar ainda, que o uso de um traje que padronize a aparição dos R2 em todo o país está longe de ser um mero capricho ou invenção descabida. Acima dessa ou daquela característica do traje, reside o sentido de identidade, coesão e organização que o seu uso constante e correto proporciona, tanto no meio militar como civil, impondo cada vez mais respeito, valorização e reconhecimento a toda a Reserva não Remunerada do Exército.

 

É importante enfatizar que o uso correto dos uniformes, nas ocasiões e locais adequados, é fator primordial para a boa apresentação individual e coletiva dos Oficiais R2, além de contribuir para o fortalecimento e bom conceito da classe perante a opinião pública. Dessa forma, constitui obrigação de todos zelar por seus uniformes e pela correta apresentação sua e de seus pares, pois o zelo e o cuidado com as peças do traje são uma demonstração de respeito e amor à farda e, mais que isto, externam o seu ânimo, afeição e entusiasmo com o Exército Brasileiro e com tudo o que o vivemos nas fileiras militares.

 
Orientações para o VERDINHO em Recife, clique aqui.
 
Regulamento de Uniformes do Pessoal da Reserva (R/2) – RUPER/2,  clique aqui.

 

 3º D1 (R/2) – VERDINHO

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3º A (R/2) – VERDÃO
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O distintivo de boina
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A calça é social preta (sem pregas)

O cinto é de nylon preto (militar), com fivela preta fosca (militar)

O sapato é social preto (com cadarço)